Se você chegou até aqui, é provável que esteja buscando respostas sobre um assunto que pode ser delicado, gerar preocupação e até mesmo vergonha: as úlceras na região vaginal ou vulvar. Muitas mulheres sentem-se perdidas ao notar uma lesão, ferida ou afta nessa área íntima, e o medo de que seja algo grave, especialmente uma infecção sexualmente transmissível (IST), é muito real.
Quero que saiba, desde já, que você não está sozinha nessa jornada e que buscar informação é o primeiro passo crucial para cuidar de si mesma. No meu consultório, recebo frequentemente pacientes com essa queixa, e minha missão é sempre oferecer um diagnóstico preciso, um tratamento eficaz e, acima de tudo, um espaço seguro e acolhedor para discutir qualquer preocupação relacionada à sua saúde íntima.
Neste artigo, preparei um guia completo para desmistificar as úlceras vaginais. Vamos entender o que são, quais são suas diversas causas – desde as mais comuns até as mais raras –, como identificar os sintomas, qual a relação com as ISTs, quais os tratamentos disponíveis e, o mais importante, como prevenir o seu aparecimento. Meu objetivo é capacitá-la com conhecimento e remover o estigma, encorajando-a a procurar ajuda médica assim que notar qualquer alteração.

Por que escolher a doutora Juliana Borelli?
1.Formação Acadêmica de Excelência

Formada em Medicina pela renomada Universidade de Ribeirão Preto, a Dra. Juliana Borelli possui uma sólida base acadêmica.
Além disso, ela completou sua Residência Médica em Ginecologia e Obstetricia no Hospital Sinha Junqueira e na Maternidade Cidinha Bonini, o que lhe proporcionou uma vasta experiência no cuidado ginecológico e obstetrico.
- Especializações Reconhecidas
- Dra. Juliana é uma Ginecologista e Obstetra Especialista, registrada no Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, e possui o Título de Especialista em Ginecologia e Obstetricia pela Febrasgo (Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetricia).
Como membro da Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetricia (Febrasgo) ela se mantém atualizada com as melhores práticas e avanços médicos, oferecendo um atendimento de alta qualidade para suas pacientes. Além de sempre focar nos estudos, cursando seu mestrado atualmente no Instituto Fernandes Figueira.
- Experiência Prática Abrangente
- Dra. Juliana trabalha em ambientes críticos, como a sala de parto, centro cirurgico e atendimentos clinicos, onde cuida de gestantes com todo o cuidado e expertise que esses momentos exigem.
- Em seu consultório particular, Dra. Juliana oferece um atendimento personalizado e acolhedor, sempre priorizando o respeito, a ética e a dedicação às pacientes.
- Cuidado Integral com a Saúde da Mulher
- Dra. Juliana acompanha suas pacientes em todas as faixas etárias, prestando serviços em adolescentes até senhoras idosas.
Seu cuidado integral garante que a saúde da mulher seja monitorada de forma contínua e preventiva.

- Amor pela Profissão
- Um dos maiores diferenciais da Dra. Juliana é o amor que ela demonstra pela especilidade. Além de sua competência técnica, ela se destaca pelo carinho com que trata seus pacientes, garantindo um atendimento humanizado e gentil.
- Atuação em Cirurgia Fetal
- Como membro da fellowship em Cirurgia Fetal – Cetrus, Dra. Juliana está sempre atenta às melhores práticas de cuidados para as gestações de risco, o que é fundamental para proteger os bebes e lhes proporcionarem o melhor desfecho possivel para suas gestações.
Ela acompanha de perto o pré-natal das pacientes e oferece orientações seguras para os pais.
Com uma combinação de formação sólida, vasta experiência e uma verdadeira vocação para cuidar das pacientes, a Dra. Juliana Borelli é a ginecologista e obstetra ideal para quem busca um atendimento humanizado, ético e atualizado.
Ao confiar a sua saúde à Dra. Juliana, você estará escolhendo uma profissional que, além de amar o que faz, dedica-se com todo o respeito e atenção que suas pacientes merecem.
O Que Exatamente São Úlceras Vaginais (e Vulvares)?
Primeiro, é importante esclarecer que, embora usemos o termo “úlcera vaginal” de forma geral, as lesões mais frequentemente visíveis e dolorosas ocorrem na vulva (a parte externa, incluindo lábios maiores e menores, clitóris) e na entrada da vagina, mas também podem ocorrer na mucosa vaginal propriamente dita, embora estas últimas possam ser menos perceptíveis inicialmente.
Uma úlcera é essencialmente uma ferida aberta na pele ou na mucosa. Na região genital, ela se apresenta como uma lesão onde a camada superior do tecido foi perdida, expondo as camadas mais profundas. Essas lesões podem variar muito em tamanho, forma, profundidade, cor e características das bordas (se são planas, elevadas, regulares, irregulares).
A aparência e os sintomas associados – como dor, coceira, queimação, secreção, inchaço na região ou nos gânglios da virilha, febre, mal-estar – fornecem pistas valiosas para o diagnóstico. No entanto, é fundamental entender que uma única característica raramente é suficiente para determinar a causa. É a combinação de todos esses fatores, juntamente com o histórico clínico da paciente e exames complementares, que nos permite chegar a um diagnóstico preciso.
As Muitas Faces das Úlceras Genitais: Quais Doenças Podem Causá-las?
Aqui reside a complexidade do tema. Uma úlcera genital não é uma doença em si, mas sim um sintoma de uma condição subjacente. E essa condição pode variar de algo relativamente simples a quadros que exigem atenção e tratamento imediatos. As causas podem ser amplamente divididas em dois grupos principais: infecciosas (muitas das quais são ISTs) e não infecciosas.
Vamos explorar as causas mais comuns e importantes, detalhando o quadro clínico típico de cada uma:
1. Causas Infecciosas (Principalmente ISTs)
Este é o grupo que frequentemente vem à mente e que mais gera preocupação. De fato, muitas úlceras genitais são causadas por infecções transmitidas sexualmente. Conhecê-las é vital para a prevenção e o tratamento.
- Herpes Genital (Vírus Herpes Simples – HSV, tipos 1 e 2):
- Quadro Clínico: Esta é, talvez, a causa mais comum de úlceras genitais infecciosas em muitos países. A infecção primária (primeiro episódio) costuma ser a mais sintomática. Começa com uma sensação de formigamento ou coceira na área, seguida pelo aparecimento de pequenas bolhas agrupadas (vesículas) sobre uma base avermelhada e dolorosa. Essas bolhas rapidamente se rompem, dando origem a úlceras superficiais, dolorosas e avermelhadas. Pode haver febre, mal-estar geral, dor de cabeça e, distintamente, inchaço e dor nos gânglios linfáticos da virilha (linfonodos inguinais). As úlceras geralmente cicatrizam em 2 a 4 semanas. Após a infecção primária, o vírus permanece latente no corpo, podendo causar episódios recorrentes. As recorrências tendem a ser mais brandas, com menos lesões, dor menos intensa e duração menor, muitas vezes precedidas pelos sintomas de formigamento (pródromo).

- É IST? Sim, na grande maioria dos casos de herpes genital, a transmissão ocorre por contato sexual (vaginal, anal ou oral) com uma pessoa infectada.
- Tratamento: O herpes não tem cura, mas é controlável. O tratamento se baseia no uso de medicamentos antivirais (como aciclovir, valaciclovir, fanciclovir) para reduzir a duração e a gravidade dos surtos, acelerar a cicatrização e diminuir a frequência das recorrências. Em casos de recorrências frequentes ou graves, o tratamento antiviral supressivo diário pode ser indicado para prevenir surtos e reduzir o risco de transmissão ao parceiro.
- Sífilis (Bactéria Treponema pallidum):
- Quadro Clínico: A sífilis é conhecida como a “grande imitadora” por sua capacidade de se apresentar de diversas formas e afetar múltiplos órgãos se não tratada. Na fase primária da sífilis, que surge cerca de 10 a 90 dias após a exposição, o sintoma clássico é o cancro duro. É uma única úlcera (embora possam haver múltiplas) que é tipicamente indolor, de base limpa e bordas elevadas e endurecidas. Frequentemente aparece na genitália externa ou interna, mas também pode ocorrer no ânus, reto, boca ou lábios. Embora seja indolor, pode haver inchaço dos gânglios da virilha, que também costuma ser indolor. Essa úlcera cicatriza espontaneamente em 3 a 6 semanas, mesmo sem tratamento. No entanto, a ausência de tratamento leva à progressão da doença para as fases secundária, latente e terciária, com consequências graves e potencialmente fatais.

- É IST? Sim, é uma IST clássica, transmitida principalmente pelo contato direto com a lesão sifilítica (cancro) durante a relação sexual.
- Tratamento: A sífilis é curável com antibióticos, sendo a Penicilina G Benzatina (Benzetacil) o tratamento de escolha, administrada em dose única ou doses semanais, dependendo do estágio da doença. É crucial que o parceiro(s) sexual(ais) da paciente também seja(m) avaliado(s) e tratado(s).
- Cancroide (Cancro Mole) (Bactéria Haemophilus ducreyi):
- Quadro Clínico: Menos comum em algumas regiões do mundo, mas importante em outras. O cancroide se apresenta como úlceras dolorosas, geralmente múltiplas, com bordas irregulares, solapadas (com aparência de “roído”) e base purulenta (com pus). Essas úlceras sangram facilmente ao toque. O inchaço e a dor nos gânglios da virilha são proeminentes e podem evoluir para a formação de um “bubão” (um gânglio muito inchado e doloroso que pode romper e drenar pus).

- É IST? Sim, é uma IST transmitida pelo contato direto com as úlceras durante a relação sexual.
- Tratamento: É curável com antibióticos específicos, como azitromicina, ceftriaxona ou eritromicina. O tratamento do(s) parceiro(s) também é mandatório.
- Linfogranuloma Venéreo (LGV) (Bactéria Chlamydia trachomatis, sorotipos L1, L2, L3):
- Quadro Clínico: Esta IST causada por subtipos específicos da bactéria Chlamydia trachomatis começa com uma lesão primária que é, muitas vezes, discreta, indolor e passageira (uma pequena pápula, vesícula ou úlcera rasa). Por isso, muitas mulheres não a percebem na fase inicial. A manifestação mais característica do LGV é o inchaço acentuado, doloroso e inflamatório dos gânglios linfáticos na virilha, que pode ser unilateral (em um lado só) ou bilateral. Esses gânglios inchados podem formar massas e, eventualmente, drenar pus. Em casos avançados, pode haver inflamação crônica dos tecidos, levando a inchaço persistente e problemas na drenagem linfática.

- É IST? Sim, é uma IST transmitida pelo contato sexual.
- Tratamento: É tratada eficazmente com antibióticos, principalmente Doxiciclina por um período prolongado (geralmente 21 dias). Outras opções incluem Eritromicina. O tratamento do(s) parceiro(s) é igualmente necessário.
- Granuloma Inguinal (Donovanose) (Bactéria Klebsiella granulomatis):
- Quadro Clínico: Embora menos comum, é uma causa importante de úlceras genitais, principalmente em certas áreas geográficas. A lesão inicial pode ser uma pápula ou nódulo que evolui lentamente para uma úlcera crônica, indolor, de aspecto carnoso e vermelho vivo (daí o nome “beefy red” em inglês). As bordas são bem definidas e não elevadas. É caracterizada pela ausência de linfadenopatia (inchaço significativo dos gângulos linfáticos na virilha), o que a diferencia de outras ISTs ulcerativas. As lesões podem crescer e coalescer, destruindo o tecido local.

- É IST? Sim, é considerada uma IST, embora a transmissão sexual nem sempre seja eficiente, exigindo múltiplos contatos.
- Tratamento: Responde bem a antibióticos por um período prolongado, como Doxiciclina, Azitromicina, Ciprofloxacino, Eritromicina ou Sulfametoxazol-Trimetoprima.
2. Causas Não Infecciosas
É fundamental saber que nem toda úlcera genital significa uma IST. Existem outras condições que podem levar ao desenvolvimento de lesões ulcerativas na região:
- Síndrome de Behçet: É uma doença inflamatória crônica de origem autoimune que afeta múltiplos sistemas do corpo. Um de seus critérios diagnósticos clássicos é a presença de úlceras orais recorrentes, úlceras genitais e lesões oculares. As úlceras genitais na Síndrome de Behçet são geralmente dolorosas, podem ser múltiplas e tendem a deixar cicatrizes. Podem ocorrer na vulva, vagina, períneo e ânus.

- É IST? Não, não é uma IST. É uma doença autoimune sistêmica.
- Tratamento: O tratamento visa controlar a inflamação e suprimir a atividade do sistema imunológico, utilizando medicamentos como corticosteroides, imunossupressores e agentes biológicos, dependendo da gravidade e extensão da doença. O acompanhamento é multidisciplinar.
- Úlceras Aftosas (ou Úlceras de Lipschütz): São úlceras agudas, dolorosas, de aparecimento repentino e não associadas à atividade sexual. Geralmente ocorrem em mulheres jovens, muitas vezes precedidas por sintomas gripais ou durante um período de estresse ou fadiga. A causa exata não é totalmente compreendida, mas acredita-se que possa estar relacionada a uma resposta imunológica exagerada a certos vírus (como Epstein-Barr, CMV) ou outras causas infecciosas ou inflamatórias, sem serem, contudo, transmitidas sexualmente. As úlceras são únicas ou múltiplas, de bordas irregulares, com uma base necrótica.

- É IST? Não são consideradas ISTs, pois não são transmitidas pelo contato sexual. Parecem ser uma reação aguda do corpo.
- Tratamento: O tratamento é principalmente de suporte e sintomático para aliviar a dor (analgésicos, anestésicos tópicos), pois as úlceras tendem a cicatrizar espontaneamente em poucas semanas. Em casos graves, corticosteroides tópicos ou sistêmicos podem ser utilizados.
- Trauma ou Lesão Local: Lesões na pele ou mucosa vaginal/vulvar causadas por atrito intenso (sexual ou por vestuário), uso inadequado de objetos na vagina, depilação agressiva, ou até mesmo lacerações no parto podem evoluir para úlceras, especialmente se houver infecção secundária.
- É IST? Não. A causa é mecânica.
- Tratamento: Limpeza adequada, cuidados para evitar infecção e, se necessário, tratamento da
- infecção secundária.
- Reações Alérgicas ou Irritativas: Embora menos comum do que outras reações (como coceira ou queimação), uma dermatite de contato severa (causada por sabonetes, duchas vaginais, espermicidas, lubrificantes, látex de preservativos, absorventes) pode levar à erosão da pele e, em casos extremos, à formação de úlceras superficiais.

- É IST? Não. É uma reação a um agente externo.
- Tratamento: Identificação e remoção do agente causador, uso de cremes calmantes e anti-inflamatórios (como corticosteroides tópicos).
- Condições Dermatológicas Inflamatórias Crônicas: Algumas doenças da pele que afetam a região genital, como Líquen Escleroso ou Líquen Plano, podem causar inflamação crônica, coceira intensa e afinamento ou espessamento da pele, levando ao desenvolvimento de fissuras, erosões e, em casos avançados, úlceras.

- É IST? Não. São doenças dermatológicas.
- Tratamento: Requer acompanhamento dermatológico e ginecológico, com uso de medicamentos tópicos (principalmente corticosteroides potentes) para controlar a inflamação e prevenir a progressão da doença.
- Outras Causas Raras: Em casos menos frequentes, úlceras genitais podem estar relacionadas a outras doenças sistêmicas (como Doença de Crohn, embora mais comum na região perianal), efeitos colaterais de certas medicações, vasculites ou, muito raramente, neoplasias (câncer).
Veja depoimentos de algumas pacientes da doutora Juliana:

Úlceras Vaginais São Sempre DSTs? Desmistificando a Relação
Como vimos na descrição das causas, a resposta é um categórico NÃO. Enquanto uma parcela significativa e muito importante das úlceras genitais é causada por Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) – como herpes, sífilis, cancroide, LGV e granuloma inguinal –, há uma variedade de outras condições não relacionadas à atividade sexual que podem levar ao aparecimento dessas lesões.
É por isso que o autodiagnóstico baseado apenas na aparência da lesão é perigoso e ineficaz. Confundir uma úlcera herpética com uma afta comum, ou uma úlcera sifilítica indolor com uma irritação, pode atrasar o tratamento correto, levar a complicações e, no caso das ISTs, permitir a transmissão para parceiros sexuais.
A única maneira de saber a causa de uma úlcera genital é através de uma avaliação médica cuidadosa.
Como Chegamos ao Diagnóstico? A Importância da Avaliação Profissional
No meu consultório, a investigação de uma úlcera genital segue um protocolo rigoroso e individualizado:
- Anamnese Detalhada: A conversa inicial é crucial. Pergunto sobre o início dos sintomas, a evolução das lesões (se começaram como bolhas, se doem, coçam, sangram), a presença de outros sintomas (febre, mal-estar, inchaço de gânglios, lesões em outras partes do corpo como boca, olhos, pele), histórico sexual (número de parceiros, uso de preservativos, histórico de ISTs), uso de produtos de higiene íntima, histórico de doenças sistêmicas, uso de medicações, e até mesmo fatores de estresse recentes.

- Exame Físico Completo: Realizo um exame ginecológico minucioso, inspecionando não apenas a úlcera em si (sua localização, tamanho, número, profundidade, características das bordas e da base), mas também toda a região vulvar, vaginal, perianal e, se necessário, oral. Palpo os gânglios linfáticos na virilha e em outras regiões.

- Exames Complementares: Dependendo das hipóteses diagnósticas levantadas pela conversa e pelo exame físico, posso solicitar exames específicos:
- Coleta de Material da Úlcera: Um swab (cotonete estéril) pode ser usado para coletar secreção ou células da base da úlcera para pesquisa direta do agente infeccioso (por exemplo, por cultura viral para herpes, pesquisa de Treponema pallidum por microscopia de campo escuro – se disponível, ou PCR para diversos patógenos).
- Exames de Sangue: Essenciais para diagnosticar sífilis (testes treponêmicos e não treponêmicos) e podem ser úteis para outras investigações (sorologia para HSV, exames inflamatórios na suspeita de doenças autoimunes).
- Biópsia: Em casos de úlceras atípicas, que não cicatrizam com o tratamento inicial, ou na suspeita de causas não infecciosas (doenças inflamatórias crônicas, Síndrome de Behçet) ou, raramente, neoplasias, a remoção de um pequeno fragmento da úlcera para análise histopatológica (biópsia) é fundamental para confirmar o diagnóstico.
- Outros Exames: Dependendo da suspeita, podem ser solicitados exames para investigar outras ISTs associadas (HIV, Hepatites, Clamídia e Gonorreia em outros sítios) ou exames para avaliar doenças sistêmicas.
O Tratamento: Uma Abordagem Personalizada
O tratamento das úlceras genitais é totalmente dependente da causa subjacente. Não existe um “tratamento único” para todas as úlceras. É por isso que um diagnóstico preciso é a chave para a cura e a prevenção de complicações.

- Para ISTs:
- Herpes: Medicamentos antivirais orais para tratar o surto agudo ou para supressão a longo prazo.
- Sífilis, Cancroide, LGV, Granuloma Inguinal: Antibióticos específicos para cada bactéria, administrados por via oral ou injetável, pelo tempo necessário para erradicar a infecção. O tratamento do(s) parceiro(s) é crucial para interromper a cadeia de transmissão.
- Para Causas Não Infecciosas:
- Síndrome de Behçet, Úlceras Aftosas Recorrentes, Doenças Inflamatórias: Medicação para controlar a inflamação ou a resposta autoimune (corticosteroides, imunossupressores, agentes biológicos).
- Trauma/Irritação: Cuidados locais, remoção do agente irritante, e tratamento de suporte.
- Condições Dermatológicas Crônicas: Cremes tópicos específicos, e tratamento sistêmico em casos mais graves.
Além do tratamento específico da causa, medidas de suporte são importantes para aliviar o desconforto e promover a cicatrização:
- Higiene Local Suave: Limpeza da área com água e sabonete neutro suave. Evitar irritantes.
- Alívio da Dor: Analgésicos orais (como paracetamol ou ibuprofeno) e, em casos de dor intensa, anestésicos tópicos em gel ou pomada (prescritos por um profissional).
- Compressas: Compressas frias ou mornas podem trazer alívio.
- Evitar Atrito: Usar roupas íntimas de algodão, mais largas, para reduzir o atrito na área afetada. Evitar atividade sexual até a completa cicatrização das lesões.
Prevenção: Empoderando Você Contra as Úlceras Genitais

Embora nem todas as causas de úlceras genitais sejam totalmente preveníveis (como no caso de doenças autoimunes), há muitas medidas que podemos adotar para reduzir significativamente o risco, especialmente no que diz respeito às ISTs:
- Prática Sexual Segura: O uso consistente e correto de preservativos (masculino ou feminino) durante todas as relações sexuais (vaginal, anal e oral) é a medida mais eficaz para prevenir a transmissão da maioria das ISTs causadoras de úlceras. Reduzir o número de parceiros sexuais e ter certeza do histórico sexual de seu parceiro também são estratégias importantes.
- Conheça Seu Corpo: Familiarize-se com a aparência normal de sua genitália. Isso a ajudará a identificar rapidamente qualquer alteração, como o aparecimento de lesões.
- Higiene Íntima Adequada: Mantenha a área limpa e seca, mas evite excessos e produtos irritantes (duchas vaginais, sabonetes perfumados agressivos, lenços umedecidos com álcool/perfume). Lave a área externa (vulva) com água e sabonete neutro uma vez ao dia e após as evacuações. A vagina tem seu próprio mecanismo de limpeza.
- Evite Irritantes: Identifique e evite o contato com produtos que possam ter causado reações alérgicas ou irritativas no passado.
- Não Compartilhe Objetos de Uso Pessoal: Toalhas, roupas íntimas, etc., devem ser de uso individual.
- Check-ups Ginecológicos Regulares: Consultas de rotina permitem que seu ginecologista examine a região genital e identifique problemas precocemente, muitas vezes antes mesmo que você perceba algo.

- Vacinação: Embora não previna diretamente úlceras, a vacina contra o HPV previne lesões pré-cancerosas e câncer de colo de útero, vagina, vulva e ânus, reforçando a importância da prevenção em saúde genital.
- Gerencie Condições Crônicas: Se você tem uma doença autoimune ou dermatológica crônica, seguir o tratamento prescrito é essencial para controlar os sintomas e prevenir lesões secundárias.
Quando Você Deve Procurar Ajuda Imediatamente? O Sinal de Alerta!
Não espere! Qualquer lesão nova, ferida, afta, bolha ou úlcera na região genital que apareça – especialmente se acompanhada de dor, coceira intensa, ardência, inchaço (local ou nos gânglios da virilha), secreção anormal ou sintomas sistêmicos como febre e mal-estar – deve ser avaliada por um médico, preferencialmente um ginecologista.
Lembre-se:
- Uma úlcera indolor (como o cancro da sífilis) não significa que seja menos grave. Pelo contrário!
- Retardar a busca por ajuda pode levar a complicações sérias e à transmissão de infecções para outras pessoas.
- Mesmo que a lesão desapareça sozinha, a causa subjacente (principalmente ISTs como sífilis ou herpes) pode permanecer no seu corpo, causando problemas futuros.
Por Que Escolher Cuidado Especializado?
Diagnosticar a causa exata de uma úlcera genital requer conhecimento aprofundado das diversas condições que podem mimetizar umas às outras. No meu consultório, ofereço:
- Experiência Renomada: Anos de prática e atualização constante para identificar corretamente as características sutis de cada lesão.
- Abordagem Integral: Não me limito a olhar a úlcera. Avalio seu histórico de saúde completo, seus hábitos e suas preocupações, buscando a causa raiz do problema.
- Tecnologia Diagnóstica: Acesso a exames laboratoriais e, quando necessário, a possibilidade de realizar biópsias no local ou em ambiente adequado.
- Tratamento Personalizado: Com base no diagnóstico, elaboramos um plano de tratamento eficaz e seguro, explicando cada passo e garantindo que você se sinta confortável e informada.
- Aconselhamento e Prevenção: Orientação detalhada sobre como prevenir novas lesões, o manejo de ISTs (incluindo a necessidade de notificação e tratamento de parceiros) e o impacto na sua saúde sexual e reprodutiva.
- Ambiente de Confiança: Acima de tudo, um espaço onde você pode se abrir, fazer perguntas e receber cuidado com respeito e sem julgamentos.
Sua Saúde Íntima Merece Atenção.
Não permita que o medo ou a incerteza a impeçam de buscar o cuidado que você precisa. As úlceras vaginais, embora preocupantes, são, na grande maioria dos casos, tratáveis e controláveis, especialmente quando diagnosticadas precocemente.
Se você notou qualquer lesão na sua região íntima e busca clareza, um diagnóstico preciso e um plano de tratamento que a faça sentir-se segura e no caminho da recuperação, estou aqui para ajudar.
Não adie seu bem-estar. Invista na sua saúde.
Fontes:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/fluxograma_manejo_clinico_ists.pdf
https://www.scielo.br/j/ress/a/t5cFGq4BcJW3b4NvDq9y7dz
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