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Dra. Juliana Borelli

Olá! Como obstetra dedicado à medicina fetal, sei que receber um diagnóstico durante a gestação pode gerar muitas dúvidas e ansiedade. Um dos diagnósticos mais desafiadores que podemos encontrar é a Mielomeningocele, uma condição que afeta o desenvolvimento da coluna vertebral e do sistema nervoso do bebê. No entanto, quero que saiba que, com o avanço da medicina e o acompanhamento especializado, há caminhos e esperanças. Neste texto, vamos desvendar a Mielomeningocele, entender suas causas, como diagnosticá-la e, o mais importante, como podemos intervir para melhorar o prognóstico do seu bebê.

O Que É Mielomeningocele?

A Mielomeningocele é o tipo mais comum e grave de espinha bífida, um defeito de fechamento do tubo neural. O tubo neural é a estrutura que, durante as primeiras semanas de gestação, se transforma no cérebro e na medula espinhal do bebê. Quando esse tubo não se fecha completamente, pode ocorrer a Mielomeningocele, onde a medula espinhal e suas membranas protetoras (meninges) se exteriorizam através de uma abertura na coluna vertebral, geralmente na região lombar ou sacral.

Essa exposição da medula espinhal ao líquido amniótico e o trauma mecânico podem causar danos neurológicos significativos, levando a uma série de problemas de saúde após o nascimento, como dificuldades de locomoção, problemas de controle da bexiga e intestino, e hidrocefalia (acúmulo de líquido no cérebro).

Por que escolher a doutora Juliana Borelli?

imagem de ginecologista e obstetra realizando um cesareana
imagem de ginecologista e obstetra realizando um cesareana

1.Formação Acadêmica de Excelência

Formada em Medicina pela renomada Universidade de Ribeirão Preto, a Dra. Juliana Borelli possui uma sólida base acadêmica. 

Além disso, ela completou sua Residência Médica em Ginecologia e Obstetricia no Hospital Sinha Junqueira e na Maternidade Cidinha Bonini, o que lhe proporcionou uma vasta experiência no cuidado ginecológico e obstetrico.

  1. Especializações Reconhecidas
    • Dra. Juliana é uma Ginecologista e Obstetra Especialista, registrada no Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, e possui o Título de Especialista em Ginecologia e Obstetricia pela Febrasgo (Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetricia)

Como membro da Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetricia (Febrasgo) ela se mantém atualizada com as melhores práticas e avanços médicos, oferecendo um atendimento de alta qualidade para suas pacientes. Além de sempre focar nos estudos, cursando seu mestrado atualmente no Instituto Fernandes Figueira.

  1. Experiência Prática Abrangente
    • Dra. Juliana trabalha em ambientes críticos, como a sala de parto, centro cirurgico e atendimentos clinicos, onde cuida de gestantes com todo o cuidado e expertise que esses momentos exigem.
  • Em seu consultório particular, Dra. Juliana oferece um atendimento personalizado e acolhedor, sempre priorizando o respeito, a ética e a dedicação às pacientes.
  1. Cuidado Integral com a Saúde da Mulher
    • Dra. Juliana acompanha suas pacientes em todas as faixas etárias, prestando serviços em adolescentes até senhoras idosas. 

Seu cuidado integral garante que a saúde da mulher seja monitorada de forma contínua e preventiva.

  1. Amor pela Profissão
    • Um dos maiores diferenciais da Dra. Juliana é o amor que ela demonstra pela especilidade. Além de sua competência técnica, ela se destaca pelo carinho com que trata seus pacientes, garantindo um atendimento humanizado e gentil.
  2. Atuação em Cirurgia Fetal
    • Como membro da fellowship em Cirurgia Fetal – Cetrus, Dra. Juliana está sempre atenta às melhores práticas de cuidados para as gestações de risco, o que é fundamental para proteger os bebes e lhes proporcionarem o melhor desfecho possivel para suas gestações. 

Ela acompanha de perto o pré-natal das pacientes e oferece orientações seguras para os pais.

Com uma combinação de formação sólida, vasta experiência e uma verdadeira vocação para cuidar das pacientes, a Dra. Juliana Borelli é a ginecologista e obstetra ideal para quem busca um atendimento humanizado, ético e atualizado. 

Ao confiar a sua saúde à Dra. Juliana, você estará escolhendo uma profissional que, além de amar o que faz, dedica-se com todo o respeito e atenção que suas paciente merecem.

Fatores de Risco: Quem Tem Maior Risco de Ter um Feto com Mielomeningocele?

Embora a Mielomeningocele possa ocorrer em qualquer gestação, alguns fatores podem aumentar o risco:

  1. Deficiência de Ácido Fólico: Este é, sem dúvida, o fator de risco mais importante e prevenível. O ácido fólico (vitamina B9) é crucial para o desenvolvimento saudável do tubo neural nas primeiras semanas de gravidez. A suplementação adequada de ácido fólico antes de engravidar e no início da gestação reduz drasticamente o risco de defeitos do tubo neural, incluindo a Mielomeningocele.
  2. Certos Medicamentos: Alguns medicamentos usados para tratar convulsões (como ácido valproico e carbamazepina) podem aumentar o risco quando tomados durante a gravidez.
  3. Diabetes Materno (pré-existente): Mulheres com diabetes tipo 1 ou tipo 2 que não está bem controlada antes e durante o início da gravidez têm um risco aumentado.
  4. Obesidade Materna: Mulheres com alto Índice de Massa Corporal (IMC) antes da gravidez também apresentam um risco um pouco maior.
  5. Hipertermia Materna: Febre alta da mãe no início da gestação (por infecção ou banhos muito quentes, saunas) pode ser um fator de risco.

É fundamental destacar a importância da suplementação de ácido fólico. A recomendação geral é iniciar a suplementação de 400 microgramas por dia pelo menos um mês antes de tentar engravidar e continuar durante o primeiro trimestre. Para mulheres com fatores de risco (história prévia de feto com defeito do tubo neural, uso de certos medicamentos, diabetes), a dose recomendada é geralmente mais alta (usualmente 4000 microgramas ou 4 mg), mas deve ser prescrita e acompanhada pelo médico.

O Diagnóstico: Como Identificamos a Mielomeningocele no Ultrassom?

O diagnóstico da Mielomeningocele é frequentemente feito durante os exames de ultrassonografia pré-natal, especialmente a ultrassonografia morfológica realizada entre 20 e 24 semanas de gestação. Os sinais ultrassonográficos que nos levam a suspeitar ou diagnosticar a Mielomeningocele incluem:

  • Visualização Direta do Defeito: Podemos observar a abertura na coluna vertebral do feto e, em alguns casos, a bolsa contendo a medula e as meninges exteriorizadas.
  • Sinais Indiretos na Cabeça (Sinais de Chiari II): Devido à abertura na coluna e ao vazamento de líquido cefalorraquidiano (LCR), o cérebro fetal pode ser “puxado” para baixo. Isso causa alterações características na forma do crânio e do cerebelo, visíveis no ultrassom:
    • Sinal do Limão (Lemon Sign): A forma dos ossos frontais do crânio fica achatada ou côncava.
    • Sinal da Banana (Banana Sign): O cerebelo, na parte de trás do cérebro, fica comprimido e assume uma forma curva, semelhante a uma banana.
    • Ventrículo lateral dilatado: Indício de hidrocefalia já se instalando.

Um ultrassom detalhado realizado por um profissional experiente em medicina fetal é crucial para um diagnóstico preciso e para avaliar a extensão do defeito e a presença de alterações cerebrais associadas. Se houver suspeita, exames mais aprofundados ou complementares podem ser solicitados.

Prognóstico Pós-Natal: Quais as Consequências Após o Nascimento?

O prognóstico para um bebê com Mielomeningocele após o nascimento varia bastante, dependendo principalmente do tamanho e da localização do defeito na coluna, e da gravidade das alterações cerebrais, como a hidrocefalia e a malformação de Chiari II.

As principais sequelas incluem:

  • Problemas de Locomoção: O dano aos nervos na medula espinhal afeta os músculos e a sensibilidade abaixo do nível do defeito. Bebês com defeitos mais altos na coluna (torácica ou lombar alta) tendem a ter maior comprometimento motor nas pernas, podendo necessitar de cadeiras de rodas. Defeitos mais baixos (lombar baixa ou sacral) podem permitir que a criança ande com órteses ou muletas.
  • Disfunção da Bexiga e Intestino: Os nervos que controlam a bexiga e o intestino geralmente são afetados, levando a incontinência urinária e fecal. Isso requer manejo especializado ao longo da vida.
  • Hidrocefalia: A malformação de Chiari II, presente na maioria dos casos de Mielomeningocele, prejudica o fluxo do LCR, levando ao acúmulo de líquido no cérebro (hidrocefalia). Isso geralmente exige a colocação de um shunt (dreno) para desviar o excesso de líquido e evitar danos cerebrais.
  • Malformação de Chiari II: A descida das estruturas cerebrais para o canal espinhal pode comprimir o tronco cerebral e o cerebelo, causando problemas respiratórios, de deglutição e de coordenação.
  • Problemas Ortopédicos: Deformidades nos pés, tornozelos, joelhos e quadris são comuns devido ao desequilíbrio muscular e à falta de sensibilidade.
  • Dificuldades de Aprendizagem: Embora muitas crianças com Mielomeningocele tenham inteligência normal, algumas podem apresentar dificuldades de aprendizagem ou atrasos no desenvolvimento.

É um quadro complexo, mas é crucial entender que com cirurgia, fisioterapia, terapia ocupacional, acompanhamento médico multidisciplinar e suporte familiar, muitas crianças com Mielomeningocele alcançam um bom nível de independência e qualidade de vida.

Veja depoimentos de algumas pacientes da doutora Juliana:

Cirurgia Intrauterina: Uma Nova Perspectiva de Melhoria do Prognóstico

Por muito tempo, a cirurgia para fechar o defeito da Mielomeningocele era realizada apenas após o nascimento. No entanto, pesquisas revolucionárias, como o estudo MOMS (Management of Myelomeningocele Study), demonstraram que a cirurgia realizada ainda na gestação pode trazer benefícios significativos e melhorar o prognóstico fetal.

A base para a cirurgia intrauterina é que o dano neurológico na Mielomeningocele não ocorre apenas devido ao defeito original no fechamento do tubo neural, mas também pela exposição contínua da medula espinhal ao líquido amniótico (que é tóxico para os nervos) e pelo trauma mecânico dentro do útero. Ao fechar o defeito precocemente, ainda na gestação, podemos:

  1. Proteger a Medula Espinhal: Prevenir mais danos causados pela exposição ao líquido amniótico e pelo contato com as paredes uterinas.
  2. Melhorar a Malformação de Chiari II: A cirurgia intrauterina demonstrou reduzir significativamente a frequência e a gravidade da malformação de Chiari II, provavelmente restaurando o fluxo normal do LCR e “puxando” as estruturas cerebrais de volta para sua posição correta.
  3. Melhorar a Função Motora: Bebês operados intraútero tendem a ter melhor função motora nas pernas em comparação com aqueles operados após o nascimento.
  4. Reduzir a Necessidade de Shunt: A redução da malformação de Chiari II frequentemente leva a uma menor incidência de hidrocefalia que necessita da colocação de shunt.

É importante ressaltar que a cirurgia intrauterina não cura a Mielomeningocele. O dano neurológico inicial causado pelo defeito no desenvolvimento permanece. No entanto, ela pode minimizar o dano progressivo e, consequentemente, melhorar alguns dos resultados mais desafiadores associados à condição.

Critérios que Influenciam o Pior Prognóstico Fetal

Alguns fatores estão associados a um prognóstico pós-natal mais reservado em fetos com Mielomeningocele:

  • Nível Alto do Defeito: Defeitos na região torácica ou lombar alta tendem a resultar em maior comprometimento motor e da função da bexiga/intestino do que defeitos mais baixos.
  • Tamanho Grande do Defeito: Defeitos maiores geralmente envolvem mais nervos e tecidos, levando a sequelas mais extensas.
  • Presença de Hidrocefalia Significativa no Diagnóstico Fetal: Uma dilatação ventricular grande e precoce no ultrassom pode indicar um prognóstico neurológico menos favorável.
  • Gravidade da Malformação de Chiari II no Diagnóstico Fetal: Embora a cirurgia fetal ajude, casos com malformação de Chiari II muito grave desde cedo podem ter um prognóstico mais desafiador.
  • Presença de Outras Malformações Fetais: A coexistência de outras anomalias pode impactar o prognóstico geral.

A avaliação completa desses critérios por uma equipe especializada em medicina fetal é crucial para aconselhar os pais sobre o prognóstico esperado e as opções de tratamento.

Doença Congênita ou Aleatória? Riscos para Futuras Gestações

A Mielomeningocele é considerada uma malformação congênita, ou seja, presente ao nascimento. No entanto, ela geralmente não se encaixa em um padrão de herança puramente genética (não é passada de forma simples dos pais para os filhos apenas por um gene defeituoso). É considerada uma condição de herança multifatorial, o que significa que resulta da interação de múltiplos fatores genéticos e ambientais.

Para os pais que já tiveram um bebê com Mielomeningocele, o risco de ter outro filho com a mesma condição ou outro defeito do tubo neural é maior do que na população em geral (que é de cerca de 0,1%). O risco de recorrência é estimado entre 2% e 5%.

É por isso que o aconselhamento genético é recomendado para casais que tiveram um filho com Mielomeningocele. Além disso, a suplementação de ácido fólico em alta dose (4 mg) para a mãe, iniciada pelo menos três meses antes de uma nova gestação e mantida durante o primeiro trimestre, é altamente eficaz na redução desse risco de recorrência.

Como É Feita a Cirurgia Fetal para Mielomeningocele?

A cirurgia fetal para Mielomeningocele é um procedimento complexo que exige uma equipe multidisciplinar altamente treinada. Existem duas abordagens principais:

  1. Técnica Aberta: Semelhante a uma cesárea, uma incisão é feita no abdômen da mãe para acessar o útero. Uma pequena incisão é então feita no útero para expor a área da coluna do feto com o defeito. O neurocirurgião pediátrico fecha o defeito na medula espinhal e o cirurgião fetal ou obstetra especializado fecha a incisão no útero. A gestação continua, com monitoramento rigoroso.
  1. Técnica Fetoscópica (Cirurgia por Pequenas Incisões): Esta abordagem é menos invasiva. Pequenas incisões são feitas no abdômen da mãe e no útero. Através delas, instrumentos finos e uma câmera são inseridos. Com o auxílio da câmera, o cirurgião fecha o defeito fetal utilizando camadas de tecido ou patches. Esta técnica tenta minimizar o impacto na parede uterina, potencialmente reduzindo o risco de prematuridade, mas possui seus próprios desafios técnicos e pode não ser aplicável a todos os casos ou centros.

Ambas as técnicas visam fechar o defeito na coluna do feto para proteger a medula e melhorar os resultados neurológicos. A escolha da técnica depende da experiência da equipe e das características específicas do caso.

Para Quem a Cirurgia Fetal Está Indicada?

A cirurgia fetal para Mielomeningocele não é indicada para todos os casos. Existem critérios de elegibilidade rigorosos, baseados nos resultados do estudo MOMS e na experiência clínica:

  • Idade Gestacional: Geralmente realizada entre 19 e 26 semanas de gestação. O timing é crucial para maximizar os benefícios.
  • Tipo e Localização do Defeito: O defeito deve ser do tipo Mielomeningocele (não apenas meningocele) e ter uma extensão adequada (não muito curto ou muito longo). Geralmente na região toracolombar, lombar ou lombossacral.
  • Critérios Ultrassonográficos: Presença de malformação de Chiari II confirmada no ultrassom.
  • Ausência de Outras Malformações Graves: O feto não deve apresentar outras anomalias cromossômicas ou estruturais significativas que impactem o prognóstico geral.
  • Saúde Materna: A mãe deve estar saudável, sem condições médicas que aumentem significativamente os riscos da cirurgia e da continuação da gravidez após o procedimento.
  • Útero sem Histórico de Cirurgia Anterior: Geralmente não é realizada se a mãe teve uma cesárea anterior (particularmente para a técnica aberta), devido ao risco aumentado de ruptura uterina.

A decisão de realizar a cirurgia fetal é complexa e deve ser tomada em conjunto pelos pais e pela equipe médica após uma avaliação completa e aconselhamento detalhado.

Riscos da Cirurgia Fetal:

A cirurgia intrauterina, apesar dos benefícios, não é isenta de riscos para a mãe e para o feto:

  • Para a Mãe:
    • Risco de trabalho de parto prematuro (o risco mais comum e significativo).
    • Risco de deiscência (abertura) da incisão uterina durante a gravidez ou em futuras gestações.
    • Necessidade de parto cesárea em todas as gestações futuras (devido à incisão no útero).
    • Infecção no local da cirurgia.
    • Complicações anestésicas.
  • Para o Feto:
    • Risco de prematuridade e seus riscos associados (problemas respiratórios, infecções, dificuldades de alimentação, etc.).
    • Risco de óbito fetal (embora menor do que o risco de óbito neonatal precoce em bebês com Chiari II grave não tratados).
    • Anemia fetal que pode necessitar de transfusão.
    • Necessidade de cuidados intensivos neonatais devido à prematuridade.

Os riscos devem ser cuidadosamente discutidos com os pais, pesando-os contra os potenciais benefícios no prognóstico do bebê.

Benefícios da Cirurgia Fetal:

Os benefícios da cirurgia fetal para Mielomeningocele, comprovados por estudos, incluem:

  • Redução da Necessidade de Shunt: Menos bebês operados intraútero precisam de um shunt para hidrocefalia em comparação com aqueles operados após o nascimento.
  • Melhora na Malformação de Chiari II: Redução significativa da gravidade e dos sintomas associados à malformação de Chiari II.
  • Melhora na Função Motora: Maior probabilidade de a criança conseguir andar de forma independente ou com menos auxílio em comparação com o grupo pós-natal.

É importante ter expectativas realistas. A cirurgia fetal melhora significativamente alguns resultados, mas não elimina a necessidade de cuidados médicos contínuos ao longo da vida. Problemas com a bexiga, intestino e sequelas ortopédicas, por exemplo, podem persistir.

A Importância do Acompanhamento com um Fetologista Experiente

Receber um diagnóstico de Mielomeningocele durante a gravidez é um momento delicado. É fundamental ser acompanhado por uma equipe de medicina fetal experiente em centros especializados. Uma equipe completa geralmente inclui:

  • Fetologista: O especialista que coordena o cuidado pré-natal, realiza os exames ultrassonográficos detalhados e auxilia na decisão sobre a cirurgia fetal.
  • Neurocirurgião Pediátrico: Avalia o defeito e realiza o reparo cirúrgico (seja intrauterino ou pós-natal).
  • Anestesista com experiência em Obstetrícia e Anestesia Fetal: Crucial para a segurança da mãe e do feto durante a cirurgia.
  • Neonatologista: Especialista em cuidados intensivos para recém-nascidos, fundamental para o planejamento do parto e cuidados pós-natais.
  • Uropediatra, Ortopedista Pediátrico, Fisioterapeuta, Terapeuta Ocupacional: Profissionais que participarão dos cuidados da criança após o nascimento.
  • Psicólogo ou Assistente Social: Para oferecer suporte emocional e social à família.

Essa abordagem multidisciplinar garante que todos os aspectos do cuidado sejam considerados, desde o diagnóstico pré-natal até o manejo a longo prazo da criança.

Meu Compromisso com Você e Sua Família

Compreendo a complexidade e a carga emocional que envolve o diagnóstico de Mielomeningocele. Em nosso consultório, oferecemos um espaço de acolhimento, informação clara e cuidado especializado. Contamos com a expertise para realizar o diagnóstico preciso, avaliar a elegibilidade para cirurgia fetal e coordenar o manejo com os melhores centros de referência, caso a cirurgia intrauterina seja uma opção viável para o seu caso.

Nosso objetivo é fornecer todo o suporte necessário para que você e sua família possam tomar as melhores decisões informadas, garantindo o melhor cuidado possível para o seu bebê, desde a vida intrauterina.

Se você recebeu este diagnóstico ou tem dúvidas sobre a saúde do seu feto, não hesite em buscar uma avaliação especializada. Estamos aqui para caminhar ao seu lado nessa jornada.

Conclusão

A Mielomeningocele é uma condição desafiadora, mas os avanços na medicina fetal, particularmente a cirurgia intrauterina, trouxeram novas esperanças e melhores resultados para muitos bebês. O diagnóstico precoce através do ultrassom detalhado e o acompanhamento por uma equipe multidisciplinar em um centro especializado são fundamentais para otimizar o prognóstico. Embora a cirurgia fetal apresente riscos, seus benefícios em termos de redução da necessidade de shunt e melhora motora são significativos. Lembre-se da importância crucial da suplementação de ácido fólico para a prevenção. Se você enfrenta este diagnóstico, saiba que não está sozinha. Busque informação de qualidade e o apoio de profissionais experientes. Estamos aqui para ajudar.

Fontes:

https://www.scielo.br/j/rbsmi/a/qvy3q7P9g7qLMv5JnrHDypR/?lang=pt&format=pdf

https://www.interdisciplinaremsaude.com.br/Volume_31/Trabalho_48_2023.pdf

https://medicalsuite.einstein.br/pratica-medica/Pathways/Mielomeningocele.pdf

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