Olá, queridas leitoras! Aqui é a Dra. Juliana, sua parceira em saúde feminina e ginecologista, trazendo mais um tema que toca profundamente a vida de muitas de vocês: a cólica menstrual, ou dismenorreia, no termo médico.
Se você já sentiu aquela dor que aperta, irradia, e que, muitas vezes, parece que vai te impedir de viver por alguns dias do mês, você não está sozinha. A cólica menstrual é uma queixa extremamente comum, afetando a maioria das mulheres em algum momento de suas vidas reprodutivas. Por ser tão frequente, é comum que ela seja minimizada, tratada como algo “normal” ou simplesmente como parte inerente do ciclo feminino.
No entanto, como ginecologista dedicada ao bem-estar integral das minhas pacientes, eu venho aqui para desmistificar essa ideia. Enquanto um certo nível de desconforto pode ser esperado durante a menstruação, a dor intensa, incapacitante, que interfere nas suas atividades diárias, na sua vida profissional, social ou sexual, não é normal e merece – e exige – uma investigação aprofundada.
Meu objetivo com este artigo é ir além do básico. Quero que você entenda o que realmente acontece no seu corpo para gerar essa dor, quais são as diferentes causas (desde as fisiológicas até as patológicas), como nós, ginecologistas, fazemos o diagnóstico e, mais importante, quais são as diversas opções de tratamento disponíveis para te dar alívio e qualidade de vida. E, claro, quero que saiba que o meu consultório é um espaço seguro e acolhedor para você trazer essa e qualquer outra preocupação sobre sua saúde íntima.

Por que escolher a doutora Juliana Borelli?
1.Formação Acadêmica de Excelência

Formada em Medicina pela renomada Universidade de Ribeirão Preto, a Dra. Juliana Borelli possui uma sólida base acadêmica.
Além disso, ela completou sua Residência Médica em Ginecologia e Obstetricia no Hospital Sinha Junqueira e na Maternidade Cidinha Bonini, o que lhe proporcionou uma vasta experiência no cuidado ginecológico e obstetrico.
- Especializações Reconhecidas
- Dra. Juliana é uma Ginecologista e Obstetra Especialista, registrada no Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, e possui o Título de Especialista em Ginecologia e Obstetricia pela Febrasgo (Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetricia).
Como membro da Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetricia (Febrasgo) ela se mantém atualizada com as melhores práticas e avanços médicos, oferecendo um atendimento de alta qualidade para suas pacientes. Além de sempre focar nos estudos, cursando seu mestrado atualmente no Instituto Fernandes Figueira.
- Experiência Prática Abrangente
- Dra. Juliana trabalha em ambientes críticos, como a sala de parto, centro cirurgico e atendimentos clinicos, onde cuida de gestantes com todo o cuidado e expertise que esses momentos exigem.
- Em seu consultório particular, Dra. Juliana oferece um atendimento personalizado e acolhedor, sempre priorizando o respeito, a ética e a dedicação às pacientes.
- Cuidado Integral com a Saúde da Mulher
- Dra. Juliana acompanha suas pacientes em todas as faixas etárias, prestando serviços em adolescentes até senhoras idosas.
Seu cuidado integral garante que a saúde da mulher seja monitorada de forma contínua e preventiva.

- Amor pela Profissão
- Um dos maiores diferenciais da Dra. Juliana é o amor que ela demonstra pela especilidade. Além de sua competência técnica, ela se destaca pelo carinho com que trata seus pacientes, garantindo um atendimento humanizado e gentil.
- Atuação em Cirurgia Fetal
- Como membro da fellowship em Cirurgia Fetal – Cetrus, Dra. Juliana está sempre atenta às melhores práticas de cuidados para as gestações de risco, o que é fundamental para proteger os bebes e lhes proporcionarem o melhor desfecho possivel para suas gestações.
Ela acompanha de perto o pré-natal das pacientes e oferece orientações seguras para os pais.
Com uma combinação de formação sólida, vasta experiência e uma verdadeira vocação para cuidar das pacientes, a Dra. Juliana Borelli é a ginecologista e obstetra ideal para quem busca um atendimento humanizado, ético e atualizado.
Ao confiar a sua saúde à Dra. Juliana, você estará escolhendo uma profissional que, além de amar o que faz, dedica-se com todo o respeito e atenção que suas pacientes merecem.
A Cólica Menstrual (Dismenorreia): O Que É Essa Dor?
Tecnicamente chamada de Dismenorreia, a cólica menstrual é caracterizada por dor na região pélvica baixa (baixo ventre), geralmente com início pouco antes ou no primeiro dia da menstruação, e que pode durar de 12 a 72 horas. Essa dor pode variar de leve a severa e, em alguns casos, pode vir acompanhada de outros sintomas como:
- Dor que irradia para as costas ou coxas.
- Náuseas e vômitos.
- Fadiga.
- Dor de cabeça.
- Tontura.
- Diarreia ou constipação.
- Inchaço abdominal.
A intensidade da dor é subjetiva, mas quando ela é tão forte a ponto de impedir que você vá trabalhar, estudar, praticar exercícios ou participar de eventos sociais, é um sinal claro de que algo pode estar exigindo mais atenção.
A Fisiologia da Cólica: Por Que o Útero Dói Durante a Menstruação?

Para entender a dor, precisamos olhar para o útero nesse período do ciclo. No final da fase lútea (após a ovulação), se a gravidez não ocorreu, os níveis dos hormônios estrogênio e progesterona caem bruscamente. Essa queda hormonal desencadeia a descamação do endométrio – a camada interna do útero que foi preparada para receber um óvulo fertilizado. É essa descamação que constitui a menstruação.
Durante esse processo de descamação, as células endometriais liberam substâncias chamadas prostaglandinas. Pense nas prostaglandinas como mensageiros químicos que têm várias funções no corpo, mas, no contexto menstrual, sua principal ação é estimular a contração da musculatura uterina (o miométrio).
Essas contrações uterinas são essenciais para ajudar a expulsar o tecido endometrial e o sangue menstrual para fora do corpo. No entanto, em algumas mulheres, as concentrações de prostaglandinas liberadas são mais altas, levando a contrações uterinas mais fortes e frequentes.
Essas contrações intensas podem comprimir os pequenos vasos sanguíneos que irrigam o músculo uterino, reduzindo o fluxo de oxigênio para o tecido. Essa falta temporária de oxigênio (isquemia) e as próprias contrações musculares são as principais responsáveis pela sensação de dor característica da cólica menstrual.
Em resumo: Prostaglandinas elevadas → Contrações uterinas fortes → Redução do fluxo sanguíneo para o útero → Dor.
Dismenorreia Primária vs. Dismenorreia Secundária: A Grande Distinção
Com base na fisiologia que acabamos de ver, podemos classificar a dismenorreia em dois tipos principais, e essa classificação é vital para o diagnóstico e tratamento adequados:
- Dismenorreia Primária: É a cólica menstrual que não é causada por uma doença subjacente no útero ou órgãos pélvicos. Ela geralmente começa na adolescência, alguns ciclos após a primeira menstruação (menarca), uma vez que os ciclos se tornam ovulatórios (com liberação de óvulo, o que leva à produção de progesterona e à formação do endométrio para descamar). Acredita-se que seja primariamente relacionada à produção excessiva de prostaglandinas no endométrio. A dor tende a diminuir com o tempo e, frequentemente, melhora após a primeira gravidez e parto. O exame ginecológico e exames de imagem (como ultrassonografia) costumam ser normais nesses casos.

- Dismenorreia Secundária: Esta é a cólica menstrual que é causada por uma condição ou doença específica nos órgãos reprodutivos ou pélvicos. Geralmente, ela surge mais tarde na vida (após os 20 ou 30 anos), em mulheres que antes não tinham cólicas fortes ou cuja dor mudou de característica ou intensidade. A dor da dismenorreia secundária pode começar dias antes da menstruação, persistir durante todo o fluxo e até mesmo continuar após o fim da menstruação. É crucial investigar a fundo a dismenorreia secundária, pois ela pode ser um sintoma de doenças que necessitam de tratamento.

Causas da Dismenorreia Secundária: Desvendando as Possíveis Doenças
Aqui entramos no território onde a avaliação ginecológica se torna indispensável. A dismenorreia secundária é um sinal de alerta que não deve ser ignorado. As causas mais comuns e significativas incluem:
- Endometriose: Esta é, talvez, a causa mais frequente e importante de dismenorreia secundária. A endometriose ocorre quando o tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero – em ovários, tubas uterinas, peritônio (revestimento da cavidade abdominal), intestino, bexiga e até em órgãos mais distantes. Esse tecido responde aos hormônios do ciclo menstrual da mesma forma que o endométrio dentro do útero: ele cresce, descama e sangra. No entanto, como o sangue não tem para onde ir (não sai pela vagina), ele causa inflamação, dor, formação de cicatrizes e aderências.
- Sintomas Típicos: Cólica menstrual intensa que piora com o tempo, dor durante ou após a relação sexual (dispareunia), dor pélvica crônica (não apenas durante a menstruação), dor ao urinar ou evacuar, sangramento menstrual intenso ou irregular e, em alguns casos, dificuldade para engravidar (infertilidade). A intensidade da dor nem sempre se correlaciona com a extensão da doença.
- Adenomiose: Nesta condição, o tecido endometrial cresce dentro da parede muscular do útero (o miométrio). Isso faz com que o útero fique aumentado, mais arredondado e sensível. A cada ciclo, esse tecido dentro do músculo também sangra, causando inflamação e dor intensa.
- Sintomas Típicos: Cólica menstrual severa e que piora progressivamente com o tempo, sangramento menstrual muito intenso e prolongado (menorragia), dor pélvica crônica, e um útero aumentado e doloroso ao exame físico. A adenomiose é mais comum em mulheres que já tiveram filhos, mas pode ocorrer em qualquer idade reprodutiva.

- Miomas Uterinos (Leiomiomas): São tumores benignos que crescem no músculo do útero. Podem variar em tamanho, número e localização. Nem todos os miomas causam dor, mas aqueles que crescem dentro da cavidade uterina (submucosos) ou que são grandes e distorcem o útero, ou ainda os que ficam próximos aos nervos pélvicos, podem causar dor significativa.
- Sintomas Típicos: Sangramento menstrual intenso e prolongado (a causa mais comum de queixa nos miomas), sensação de peso ou pressão pélvica, dor durante a relação sexual, necessidade frequente de urinar, constipação, e cólica menstrual, especialmente se houver degeneração do mioma (quando ele não recebe suprimento sanguíneo suficiente e “morre”).

- Doença Inflamatória Pélvica (DIP): É uma infecção dos órgãos reprodutivos (útero, tubas, ovários), geralmente causada por bactérias que ascendem do trato genital inferior, frequentemente resultantes de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) como Clamídia e Gonorreia. Uma infecção aguda não tratada pode levar a inflamação crônica, formação de aderências e dor pélvica, incluindo dismenorreia.
- Sintomas Típicos: Dor pélvica crônica, dor durante a relação sexual, dor que piora durante a menstruação, febre (na fase aguda), corrimento vaginal anormal (com odor, cor ou volume diferentes), dor ou ardência ao urinar.

- Cistos Ovarianos: A maioria dos cistos ovarianos é benigna e assintomática, ou causa dor leve e passageira. No entanto, cistos maiores, cistos que se rompem, ou cistos que causam torção do ovário podem provocar dor pélvica intensa e súbita. Cistos endometrióticos (endometriomas) são uma forma de endometriose nos ovários e podem causar dor crônica e dismenorreia.
- Sintomas Típicos: Dor pélvica (pode ser constante ou intermitente), dor durante a relação sexual, sensação de peso ou pressão, alterações no ciclo menstrual. Dor súbita e severa sugere ruptura ou torção.

- Uso de DIU (Dispositivo Intrauterino): Embora o DIU seja um método contraceptivo seguro e eficaz, o DIU de cobre pode, em algumas mulheres, aumentar o fluxo menstrual e intensificar as cólicas, especialmente nos primeiros meses após a inserção. O DIU hormonal (DIU de Levonorgestrel) geralmente reduz o sangramento e as cólicas, sendo até usado como tratamento para dismenorreia e sangramento intenso.

- Outras Causas Menos Comuns: Incluem pólipos endometriais, estenose cervical (estreitamento do canal do colo do útero, dificultando a saída do fluxo menstrual), aderências pélvicas (cicatrizes de cirurgias ou infecções anteriores), e malformações uterinas congênitas.
Veja depoimentos de algumas pacientes da doutora Juliana:

O Processo Diagnóstico: Desvendando a Causa da Sua Dor
Como você pode ver, uma simples “cólica” pode ter origens muito diversas. É por isso que a avaliação médica especializada é fundamental. No meu consultório, a investigação da dismenorreia segue um caminho cuidadoso e individualizado:
- Anamnese Detalhada: A conversa com você é o primeiro e talvez mais importante passo. Preciso entender sua dor:
- Quando começou? (desde a primeira menstruação ou surgiu depois?)
- Qual a intensidade? (leve, moderada, severa, incapacitante?)
- Qual a característica da dor? (cólica, pontada, peso, queimação?)
- Onde a dor se localiza? (baixo ventre, irradia para onde?)
- Em que momento do ciclo a dor aparece? (antes, durante, depois da menstruação?)
- Quanto tempo dura a dor?
- O que alivia ou piora a dor? (medicamentos, calor, posição?)
- Quais outros sintomas acompanham a dor? (náuseas, dor lombar, dor na relação, problemas intestinais/urinários, sangramento excessivo?)
- Seu histórico menstrual completo (idade da primeira menstruação, regularidade, duração, fluxo).
- Histórico obstétrico (se já teve filhos, partos, cesáreas, abortos).
- Histórico sexual (uso de contraceptivos, ISTs prévias, dor na relação).
- Histórico de cirurgias pélvicas ou abdominais.
- Histórico familiar (casos de endometriose, miomas, adenomiose na família).
- Seu estilo de vida, níveis de estresse, hábitos alimentares e de exercício.
- As tentativas de tratamento que você já fez e se funcionaram.
- Exame Físico Geral e Ginecológico: Um exame físico completo pode revelar sinais de anemia (devido a sangramento intenso) ou outras condições. O exame ginecológico é essencial. Avalio a região vulvar e vaginal, o colo do útero e, através do toque bimanual (palpação com as mãos, uma na vagina e outra no abdômen), consigo avaliar o tamanho, forma, posição e sensibilidade do útero e ovários. Posso sentir se o útero está aumentado (sugestivo de miomas ou adenomiose), se há nódulos ou espessamentos (sugestivo de endometriose), se há dor intensa à mobilização do colo ou útero (sinal de inflamação ou infecção).

- Exames Complementares: Baseada nas informações da história e do exame físico, solicito exames para confirmar ou descartar as hipóteses diagnósticas.
- Ultrassonografia Pélvica e Transvaginal: Este é o exame de imagem de primeira linha e mais comum para investigar dor pélvica. É não invasivo (ou minimamente invasivo no caso da transvaginal) e fornece imagens detalhadas do útero, ovários e tubas uterinas (se aumentadas ou com alterações). Permite identificar miomas, adenomiose (com certos achados característicos), cistos ovarianos, coleções líquidas na pelve e, por vezes, sinais indiretos de endometriose (como endometriomas ou aderências visíveis). É fundamental que este exame seja realizado por um profissional experiente e que o médico solicitante (eu, no caso) forneça as informações clínicas relevantes ao ultrassonografista.

- Exames de Sangue: Podem ser solicitados para investigar:
- Anemia: Se houver sangramento menstrual intenso.
- Marcadores Inflamatórios: Como PCR ou VHS, se houver suspeita de infecção pélvica (DIP).
- Testes para ISTs: Se houver histórico ou sinais sugestivos de infecção sexualmente transmissível como causa da DIP.
- Dosagens Hormonais: Raramente necessárias apenas para investigar cólica, mas podem ser úteis em um contexto mais amplo.
- CA-125: Um marcador tumoral que pode estar elevado em casos de endometriose severa ou cistos endometrióticos grandes, mas não é específico para endometriose e não serve como exame de rastreamento único.
- Ressonância Magnética (RM) da Pelve: É um exame de imagem mais sofisticado, geralmente reservado para casos mais complexos onde o ultrassom não foi conclusivo, ou para avaliar a extensão da endometriose em locais mais difíceis de visualizar pelo ultrassom (como intestino, bexiga, parede abdominal) ou para caracterizar melhor miomas atípicos.

- Laparoscopia Diagnóstica: Este é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo (com pequenos cortes no abdômen) que permite visualizar diretamente os órgãos pélvicos e abdominais. É considerado o padrão ouro para o diagnóstico definitivo da endometriose, permitindo não apenas a visualização das lesões, mas também a biópsia para confirmação histológica e, muitas vezes, o tratamento no mesmo ato cirúrgico (remoção das lesões). É um exame invasivo e geralmente só é indicado quando outros exames não foram conclusivos ou quando há forte suspeita clínica de uma condição que só pode ser diagnosticada definitivamente assim.
- Histeroscopia: Procedimento que utiliza um pequeno telescópio para visualizar o interior do útero. Útil para diagnosticar pólipos endometriais ou miomas submucosos que possam estar contribuindo para a dor ou sangramento intenso.
Opções de Tratamento: Alívio e Qualidade de Vida ao Seu Alcance
O tratamento da dismenorreia é sempre direcionado à sua causa e à intensidade dos seus sintomas. Meu objetivo é não apenas aliviar a dor, mas também tratar a condição subjacente, se houver, e melhorar sua qualidade de vida de forma sustentável.
Para a Dismenorreia Primária (Foco no Alívio da Dor):
- Medidas Gerais e Estilo de Vida:

- Calor Local: Aplicar compressas quentes ou bolsa de água quente na região pélvica ou lombar pode relaxar a musculatura uterina e aliviar a dor.
- Exercício Físico: A atividade física regular, especialmente exercícios aeróbicos, pode ajudar a reduzir a intensidade das cólicas ao liberar endorfinas (analgésicos naturais do corpo) e melhorar a circulação.
- Técnicas de Relaxamento: Yoga, meditação, respiração profunda podem ajudar a gerenciar a dor e o estresse, que podem piorar a percepção da dor.
- Mudanças Dietéticas: Algumas mulheres relatam melhora com a redução do consumo de cafeína, álcool, sal e alimentos processados, e aumento da ingestão de alimentos ricos em ômega-3 (anti-inflamatórios), magnésio (relaxante muscular) e vitamina B6. Manter-se hidratada também é importante.
- Medicamentos:
- Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs): São a primeira linha de tratamento medicamentoso para dismenorreia primária. Medicamentos como Ibuprofeno, Naproxeno, Ácido Mefenâmico atuam bloqueando a produção de prostaglandinas, reduzindo assim as contrações uterinas e a inflamação. Para melhores resultados, devem ser iniciados assim que os sintomas começarem ou até um pouco antes, e tomados regularmente durante os primeiros dias da menstruação.
- Analgésicos: Paracetamol pode ser útil para dor leve, mas geralmente os AINEs são mais eficazes para cólicas, pois agem na causa fisiológica (as prostaglandinas).
- Anticoncepcionais Hormonais: São extremamente eficazes para a dismenorreia primária. Pílulas anticoncepcionais combinadas (estrogênio + progestagênio), adesivo ou anel vaginal suprimem a ovulação e tornam o endométrio mais fino, resultando em menos prostaglandinas liberadas, menor fluxo menstrual e, consequentemente, menos cólica. O uso contínuo (sem pausa para menstruar) pode eliminar a cólica completamente. Contraceptivos apenas com progestagênio (pílulas, injeções, implante ou DIU hormonal) também são muito eficazes para reduzir ou eliminar o sangramento e a dor.

Para a Dismenorreia Secundária (Tratamento da Causa Subjacente):
O tratamento aqui é mais complexo e depende da doença diagnosticada.
- Endometriose: O tratamento pode envolver medicamentos para controlar a dor (AINEs) e terapias hormonais (pílulas contínuas, progestagênios injetáveis, implantes, DIU hormonal, agonistas de GnRH) para suprimir o crescimento do tecido endometriótico. A cirurgia (geralmente laparoscópica) para remover as lesões e aderências é frequentemente necessária, especialmente em casos de dor severa, endometriomas grandes ou infertilidade. O tratamento é individualizado e pode combinar diferentes abordagens.
- Adenomiose: Opções incluem medicamentos para controle da dor, terapias hormonais para reduzir o sangramento e a dor (DIU hormonal é frequentemente muito eficaz, pílulas contínuas, agonistas de GnRH). Para casos severos e quando a mulher não deseja mais ter filhos, a histerectomia (remoção do útero) é o tratamento definitivo.
- Miomas Uterinos: O tratamento depende do tamanho, localização, número dos miomas e dos sintomas. Pode variar desde o acompanhamento (se assintomáticos ou com sintomas leves) até medicamentos para controlar sangramento e dor (AINEs, agentes antifibrinolíticos, hormônios), procedimentos minimamente invasivos (embolização de artérias uterinas, ablação) ou cirurgia (miomectomia para remover os miomas e preservar o útero, ou histerectomia em casos selecionados).
- Doença Inflamatória Pélvica (DIP): O tratamento é feito com antibióticos específicos, geralmente por via oral ou injetável, dependendo da gravidade. É crucial tratar a infecção para prevenir complicações crônicas como dor pélvica persistente e infertilidade.
- Cistos Ovarianos: O manejo depende do tipo e tamanho do cisto. Cistos funcionais geralmente desaparecem sozinhos. Cistos maiores, sintomáticos ou suspeitos podem necessitar de remoção cirúrgica (geralmente por laparoscopia).
- DIU: Se o DIU de cobre estiver causando cólica severa, a troca por um DIU hormonal ou outro método contraceptivo pode ser uma opção.
Manejo da Dor Crônica:
Em casos de dor crônica refratária ao tratamento inicial da causa, uma abordagem multidisciplinar pode ser necessária, envolvendo fisioterapia pélvica (para relaxamento da musculatura tensa), acompanhamento com especialista em dor, técnicas de neuromodulação ou, em casos extremos, cirurgias mais complexas para desfazer aderências severas ou remover órgãos afetados.
Sua Dor Não Precisa Ser Sua Sentença Mensal.
É fundamental que você ouça seu corpo. Se sua cólica menstrual está impactando sua vida, não aceite que isso é “normal”. Procure ajuda médica. Uma avaliação ginecológica cuidadosa pode diferenciar uma dismenorreia primária de uma secundária e, se houver uma doença por trás da dor, iniciar o tratamento correto o quanto antes faz toda a diferença na sua qualidade de vida e pode prevenir complicações futuras.
Por Que Agendar Sua Consulta Comigo?
No meu consultório, você encontra uma ginecologista que:
- Ouve Atentamente: Dedico tempo para entender sua história de dor, seus sintomas e como eles afetam sua vida.
- Realiza Exame Detalhado: Conduzo um exame físico minucioso, buscando sinais que possam indicar a causa da sua cólica.
- Solicita Exames Precisos: Sei quais exames complementares são mais indicados para cada suspeita diagnóstica, evitando gastos desnecessários e fornecendo as informações corretas para o laudo.
- Interpreta os Resultados no Contexto Clínico: Um exame de imagem pode mostrar achados que só fazem sentido quando cruzados com seus sintomas e histórico.
- Oferece um Plano de Tratamento Personalizado: Com base no diagnóstico, discutimos as opções terapêuticas mais adequadas para você, considerando seus desejos, planos (como fertilidade futura) e estilo de vida.
- Acompanha Sua Evolução: Acompanho seu tratamento, ajustando conforme necessário, para garantir o alívio da dor e o manejo eficaz da condição subjacente.
- Cria um Ambiente Acolhedor: Sei que falar sobre dor pélvica e menstruação pode ser difícil. Meu consultório é um espaço onde você se sentirá à vontade e respeitada.
Não deixe que a cólica controle seus dias. Existe tratamento, e existe esperança de ter ciclos menstruais com muito mais conforto.
Estou aqui para te ajudar a desvendar a causa da sua dor e encontrar o melhor caminho para o seu bem-estar.
Invista na sua saúde, agende sua consulta hoje mesmo.
Fontes:
https://www.febrasgo.org.br/media/k2/attachments/FeminaZ09Z-ZWeb.pdf
https://amb.org.br/files/_BibliotecaAntiga/dismenorreia.pdf
https://amb.org.br/files/_BibliotecaAntiga/dismenorreia_primaria_tratamento.pdf
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